Monday, June 25, 2007

Análise do Livro "“As Novas Tecnologias e a Educação” de João Pedro da Ponte

João Pedro da Ponte, na sua obra “As Novas Tecnologias e a Educação” começa por nos alguns aspectos históricos importantes relativos à evolução das novas tecnologias no ensino em Portugal. Ele recorda-nos algumas aplicações de linguagens de programação que fizeram historia no ramo da tecnologia como O PASCAL C e outras.
Aspectos históricos aparte o livro descreve a dificuldade de implementação das novas tecnologias nas escolas. Desde as iniciais faltas de recursos, à cota parte de responsabilidade das escolas e dos docentes que têm o dever se actualizarem e serem sem mais dinâmicos do que são na realidade, dito isto esta obra também os encoraja a produzirem aulas mais dinâmicas e estimulantes.
O autor defende que a implementação das novas tecnologias nos currículos e nas escolas pode trazer grandes vantagens, ao ensino. A título de exemplo podem ser criados centros de informação e pesquisa, iniciativas tanto podem servir para a formação continua dos docentes, como serem para o uso dos alunos.
Existe ainda a preocupação do autor em alertar para os malefícios do uso destas tecnologias prevendo assim desde já dois cenários possíveis de encontrar em qualquer escola;
O uso do computador pode contribuir para a inovação, dinamismo e estímulo dos alunos, numa perspectiva positiva. No lado oposto a este pensamento podemos ter uma situação onde o seu uso pode ser enfadonho e limitado, como exemplo disto é o mau uso das apresentações electrónicas.
Com a previsão destes dois cenários, surge a necessidade de criar toda uma forma de inserir as tecnologias na escola correctamente. Esta implementação vai ter de surgir por três caminhos ora pela vivência de alunos e professores, ou por contribuições do domínio da ciência ou por fim de investigações educacionais dirigidas nesse sentido.
Uma ideia patente na obra com a qual concordo é que a introdução destas novas tecnologias não pode servir para retirar aos alunos o seu espírito de descoberta e inovação, deve sempre ser mantido um pouco por descobrir e explorar. De resto as tecnologias já fazem parte do dia a dia dos alunos e da sociedade, basta guia-los nos caminhos de uma utilização mais frutífera
Dos vários temas e ideias que surgem no livro uma inovação futura pode ser a criação do Cd-rom por disciplina, isto é uma realidade cada vez mais concreta pois já surgem CD’s ou DVD’s juntamente com os manuais, a par destas medidas, no nosso dia a dia surgem softwares específicos, a titulo pessoal gostei de ver a menção ao programa português MODELLUS:
“ O programa MODELLUS, desenvolvido por Vítor Teodoro, da Universidade Nova de Lisboa, tanto pode servir para a realização de actividades de modelação pelos alunos como para a exploração de simulações previamente construídas” João P. da Ponte, 1997:79).
Este programa e outros similares traçam a meu ver o futuro das aprendizagens tecnológicas, pois não apenas se limita a correr formulas e simulações pré definidas pelo programador ou educador, mas permite ao aluno criar as suas experiências. Para mim este é o ponto-chave das tecnologias educativas e a sua maior vantagem, não serem assim apenas modelos de aprendizagem chave na mão mas sim de construção de conhecimento.
A par com avanços nos programas educativos dirigidos aos alunos cuja lista vai desde o LOGO ao MODELLUS, avançam os programas dirigidos aos professores, como o Hot Potatoes e outras ferramentas disponíveis, que já estão relacionadas com a potencialidades de Internet, novamente a titulo de exemplo os Webquests são apenas uma ponta de um enorme Iceberg de possibilidades educativas, para alunos e professores
Em as “Novas Tecnologias e a Educação” João Pedro da Ponte refere-se ao trabalho de Seymour Papert que salienta a importância dos aspectos afectivos e cognitivos em torno do desenvolvimento do conhecimento, ambos os autores acabam por desejar que os alunos desenvolvam uma interacção entre eles e o computador, mas sem perder o controle do mesmo, e que não e caírem na situação em que o aluno acabem frustrado e desmotivado pelo uso de uma maquina fria sem o toque humano.
Quem lições existem então a tirar desta obra, para além dos pontos já referidos. É evidente que na nossa sociedade a implementação das novas tecnologias nas escolas deve ser incentivada, é possivelmente uma das grandes lutas da educação, sermos capazes de dotar os nossos alunos com iniciativa, e espírito para viverem num mundo tecnológico.
Os professores têm de ganhar a coragem e a capacidade de enfrentar os desafios deste novo mundo não tendo medo de aprender novas coisas. Pessoalmente diria mesmo que os ficheiros de ajuda de software tem de passar a ser de leitura obrigatória para todos os docentes, isto serve para eliminar as desculpas de “não sei como”. Deve ainda nas escolas ser garantida a igualdade de acesso e uso destas tecnologias. Em Portugal o programa www.eescola.net tenta precisamente proporcionar a alunos e docentes ferramentas informáticas, neste caso computadores portáteis, a preços acessíveis.
Já existe assim a consciência que é necessário alterar a realidade nacional e criar novos programas adequados ao mundo digital e global. Alguns passos estão a ser dados, mas mais que tudo são as acções no dia a dia de cada escola de docentes e alunos que podem levar em frente estas ideias. Como futuro docente penso que nos temos a obrigação de não nos deixarmos adormecer e contribuirmos para integrar no dia a dia das escolas e dos alunos o uso racional e útil destas tecnologias.

Análise ao Livro "A Família em Rede" de Seymour Papert

“The Connected Family” ou “A Família Em Rede” na versão portuguesa é uma obra que apesar de não ser propriamente recente é a meu ver fundamental para se entender os computadores como parte da nossa casa e da nossa família. Possivelmente a minha geração não verá grande utilidade numa obra como esta, visto ter crescido já com os computadores a serem quase parte de nós. Contudo muitos pais dos nossos dias podem beneficiar com uma breve leitura desta obra.
Aqui encontramos exemplos práticos do bom e do mau uso dos computadores. E são feitas reflexões sobre as diferentes maneiras que nós temos ao ver o computador como peça do lar. O autor é sem dúvida a favor do uso das tecnologias no nosso dia a dia.
Papert no inicio da obra recorda situações por ele vividas, como o exemplo do neto Ian e a sua capacidade de escolher uma cassete de vídeo saber rebobinar a mesma e começar a ver o filme. Este pequeno exemplo serve de mote a uma reflexão sobre a independência que as crianças adquirem neste novo mundo tecnológico e a sua facilidade em lidar com o mesmo.
Este potencial de aprendizagem e descoberta tão típico das crianças tem de ser uma das forças motrizes para o diálogo e processos de partilha de aprendizagens entre pais e filhos. São ainda descritos pelo autor questões típicas da resistência de certos pais a esta fluência demonstrada pelos seus filhos por oposição as suas dificuldades. Estas diferenças podem levar a um fenómeno novo onde a tecnologia leva a comportamentos de tecnofobia em que as pessoas se sentem postas de parte pela tecnologia exemplo da ”Lisa”.
Papert aconselha as famílias a trabalharem juntas e juntarem os seus conhecimentos de informática, coisas simples como combinar processamento de texto com um desenho do Paint, são exemplos onde as famílias podem se respeitar e compreender os estilos de aprendizagem de cada um. Um dos conselhos de Papert que me agradou é usar uma estratégia que me parece adequada para quem ensina outra pessoa, basicamente é nunca culpar quem apreende mas sim colocar as culpas na máquina para que uma pessoa se possa ir familiarizando aos poucos.
Na obra são identificados por volta do capitulo 5 dois tipos de utilizadores de computadores, os planificadores e os de bricolagem. Pessoalmente sou sem duvida um adepto da bricolagem tal como Papert. Somos tipos de pessoas que usam o computador em constante descoberta, eu prefiro dizer em tentativa e erro sem medo do engano, e de voltar para trás, no lado oposto os planificadores são um tipo de utilizador que vê o computador para efectuar uma tarefa especifica sabendo de antemão os passos a dar e não se dirigindo para acções q não sejam planeadas e cujo resultado seja desconhecido. Estes dois tipos de utilizadores quando existentes na mesma família são uma fonte de aprendizagem mutua, pois se um planificador pode porventura efectuar uma tarefa de forma mais rápida, os conhecimentos de um utilizador do método de bricolagem pode servir para aumentar o grau de fluência e à vontade do outro.
Mais a frente no livro, são debatidos alguns problemas do uso das tecnologias no ensino. Por vezes são apenas usados como substituição de coisas que podem ser feitas a moda antiga e desse modo não enriquecem os alunos, pessoalmente recordo que o uso excessivo das apresentações electrónicas de forma monótona é um dos principiais usos do PC nas nossas escolas que regra geral não traz nada de novo.
Papert fornece alguns exemplos de bons usos das tecnologias no ensino entre os quais o da Jenny: esta jovem era considerada uma aluna normal, que ao se ver confrontada com um texto de palavras desordenadas, recorreu ao método de colocar caixas com grupos de palavras que achava mais sensato estarem no mesmo grupo, assim, sem quase dar por isso, ela própria aprendeu o conceito de gramática, ficando uma boa aluna. O computador não lhe ensinou directamente nada da gramática, mas ajudou a destruir obstáculos na aprendizagem.
Por varias partes da obra são analisadas posições sobre o uso dos computadores na educação, desde a importância de programas educativos bons, Papert menciona o LOGO (que se baseou no conceito de LEGO) como referência de um dos primeiros programas específicos. Hoje em dia já existem outros no mercado em especial a obra refere o MicroMundos como versão ampliada da linguagem LOGO, mas podíamos falar do Kid Pix ou de muitos outros.
Na leitura desta obra percebemos a utilidade da Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) mas também fica explicito que o seu bom uso é da nossa responsabilidade, as TIC devem ser capazes de usar o melhor possível o potencial das crianças dando oportunidade a crianças de satisfazer a sua curiosidade natural e desenvolver o pensamento critico para serem capazes de seleccionar não tudo o que é visto, mas o que lhes interessa.
Em suma as TIC vieram para ficar, cabe a todos nós saber enquadrar a nossa maneira de estar e ser às mesmas, e quando estamos a ensinar algo a uma criança com as TIC devemos ter presente um pensamento de Papert:
“O escândalo da educação reside no facto de que sempre que ensinamos algo estamos a privar a criança do prazer e do benefício da descoberta” (Papert, Família em Rede 1996: 103)
Esta única frase sumaria muito do que é referido no livro, esta é uma preocupação que deve seguir programadores de software educativo, pais e educadores, e nos deve acompanhar no futuro.
Papert tem o mérito nesta obra de fornecer indicações úteis para o uso no nosso lar destas TIC, quebra preconceitos relacionados com idades certas para usar os computadores. Para diferentes idades ele refere exemplos e métodos obviamente diferentes mas eficazes, recordo com gosto a forma como a senhora de 80 anos usa o computador ou os exemplos onde as crianças trabalham em parceria a pesquisar dados sobre tartarugas. Estes exemplos espalhados um pouco por todo o livro juntamente com alguns conselhos práticos divididos em passos ora para orientar o nosso uso do computador ou sugestões de como os pais podem intervir na escola.

Tuesday, May 1, 2007

Comentário a PowerPoint is Evil

Partindo do Texto; "PowerPoint is Evil" em http://www.wired.com/wired/archive/11.09/ppt2.html

Após ler a calorosa, posição de Edward Tufte sobre o PowerPoint, não posso concordar os argumentos usados por ele no texto “PowerPoint is Evil”.
Vou apenas incidir sobre alguns aspectos do comentário “PowerPoint is Evil”: em primeiro lugar a critica feita ao uso de gráficos do PowerPoint em vez de tabelas tradicionais.
Penso ser evidente que em certos casos a tabela tradicional pode ser mais pratica do que o uso dos gráficos artísticos disponíveis no programa. Mas Edward não menciona que o programa permite a manutenção da tabela tradicional e a edição directa da mesma, a meio de uma apresentação, com recurso a ferramentas tipo caneta.
Este exemplo reflecte a meu, ver o pouco conhecimento das potencialidades do PowerPoint por parte do autor do texto, e da excessiva ênfase dada aos erros que podem ser cometidos por excesso de uso de PowerPoint.
Um último comentário recai sobre as conclusões do autor quando diz, que o PowerPoint é apenas um gestor de slides e projector. Uma vez mais penso que o autor sobrestima o PowerPoint. Os exemplos citados no texto para mim apenas reflectem uma sequência de maus usos da tecnologia por parte de pessoas interessadas em coisas rápidas, mas que desconhecem as ferramentas que tem ao seu dispor. A título de exemplo diria serem pessoas que conduzem um automóvel apenas usando uma mudança desconhecendo as restantes.
Numa aula o PowerPoint usado nos momentos certos dará ênfase extra a um determinado tema. Pode integrar vídeo e som numa mesma página, podemos por ter a descrição do processo da fotossíntese e um vídeo de um planta a crescer. Uma apresentação electrónica na sala de aula é um aliado e amigo do professor e alunos. Um aluno pode interagir na apresentação tornar a apresentação sua e dos seus colegas, uma apresentação pode assim ser enriquecida pelos alunos e não ser algo estático e imutável como os formatos tradicionais de acetatos e fotocópias.
Para mim o potencial educativo parte da descoberta mutua entre professores e alunos das ferramentas a sua volta, a combinação de diferentes elementos no mesmo cenário, pode e deve ajudar os alunos a conseguirem visualizar realidades, por vezes complexas de explicar, mas simples de observar se forem devidamente suportadas.
As apresentações podem fundir diferentes elementos multimédia. Contudo a grande mais valia das mesmas é a sua capacidade de interacção com os alunos. De forma directa, em que eles podem modificar conteúdos e interagir com coisas que de outra forma seriam palavras e conceitos sem relação de proximidade com os alunos, prontos a serem esquecidos.

Wednesday, February 28, 2007

Comentario sobre, perspectivas sobre as tecnologias na educação

Partindo dos seguintes textos:
1.http://www.education-world.com/a_issues/chat/chat018.shtml
2. "Os computadores não ensinam, não produzem conhecimento, não explicam e não motivam (de modo duraduro). São objectos que podem ser utilizados para obter diferentes efeitos, grandes ou pequenos, positivos ou negativos. Como ferramentas que são, têm a possibilidade de multiplicar as capacidades humanas, tal como o livro, a máquina a vapor, a televisão ou o motor eléctrico, para o melhor e para o pior."
GETAP ME. (1992). Introdução às Tecnologias da Informação - Programa. Porto, Portugal, citando OCDE, Technologies de l'information et Apprentissages de Base, 1987
Após ter lido ambos os textos, posso reflectir um pouco sobre as opiniões neles presentes.
No primeiro texto, encontro o autor mais oposto ao uso de computadores que alguma vez vi.
Embora eu concorde com alguns dos seus argumentos; fiquei realmente a pensar, sobre o mau uso que por vezes se pode fazer nas escolas dos computadores. Seja o deixar de existir uma biblioteca para se tornar uma sala de informática. Na realidade nada pode substituir o contacto com o livro.
Outro ponto interessante. Foi o que o autor considera; um gasto financeiro exagerado em materiais informáticos e sua manutenção.
É verdade que furtos e danos causados por mau uso, são despesas que pesam no orçamento da escola.
Como resposta ao autor sobre este ultimo argumento. Queria deixar o seguinte comentário; apesar de serem despesas diferentes, uma escola já antes estava sujeita ao furto e ao mau uso de materiais. Fossem apagadores ou retroprojectares.
Ainda sobre o mesmo argumento. A meu ver o peso no orçamento escolar de aquisição de meios informáticos é um valor que vai ser reduzido. Graças a invenções como o PC de $100. Outra reparo pessoal, ao contrario do sugerido pelo autor não creio que nenhuma escola pense trocar visitas de estudo por compra de PC.
Agora em relação ao excerto de “Introdução às Tecnologias da Informação”. Concordo com um aspecto do excerto, onde refere que os computadores são “Como ferramentas que são, têm a possibilidade de multiplicar as capacidades humanas, tal como o livro, a máquina a vapor, a televisão ou o motor eléctrico, para o melhor e para o pior.". Como quase tudo na nossa sociedade, é o uso que fazemos dos nossos meios determina o seu resultado positivo ou negativo por isso estou de acordo com o autor.
Noutro ponto discordo deste autor, e serve de comentário final sobre os dois textos. (Embora no segundo texto, eu melhor entenda a visão do autor, se considerar que é um texto de 1987, por ventura com um ponto de vista mais limitado das possibilidades das tecnologias da informação.)
Para min os computadores estão na vanguarda da produção de conhecimento. Dentro e fora da sala de aula. Um uso moderado dos computadores pode motivar os alunos de forma duradoira. Como exemplo do que digo; o fácil recurso a animações no contexto de aprendizagem leva a fortalecer conhecimentos teóricos. E ainda a possibilidade dos alunos, poderem eles mesmo, agir sobre a maneira da transmissão de conhecimentos, para o uso de todos. Seja através de wikis, ou fichas etc.
Para mim, ínfimas possibilidades se abrem com as tecnologias de informação, e com a presença de computadores nas salas de aula. Contudo acho que opiniões contrarias tem a vantagem de identificar certos malefícios do mau uso das tecnologias.

Friday, February 23, 2007

Primeiro Post

Olá a todos, como sugestão de endereços web sobre educação:
http://www.ciencias-exp-no-sec.org